Pular para o conteúdo principal

Necessidade da Proclamação do Evangelho

  NECESSIDADE DA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO Uma Reflexão sobre Romanos 10:13-17 Introdução O texto de Romanos 10:13-17 ocupa um lugar central na teologia paulina, destacando a universalidade da salvação, a natureza da fé e a urgência da pregação do evangelho. O apóstolo Paulo, ao escrever aos romanos, apresenta uma sequência lógica que esclarece a dinâmica da salvação: a invocação de Cristo como Senhor está intrinsecamente ligada à proclamação da Palavra. Este breve artigo busca explorar o significado, os fundamentos teológicos e as implicações práticas deste trecho. A Amplitude do Chamado à Salvação "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10:13). Esse versículo abre a passagem destacando a inclusão universal do plano redentor de Deus. A frase “todo aquele” transcende barreiras culturais, étnicas e sociais, mostrando que a salvação está disponível para todos, independentemente de sua origem. Aqui, Paulo ecoa a mensagem do profeta Joel (Jl 2:32), amp...

Das águas - LER MAIS

 

Das águas


Gn 1.10 – Ao ajuntamento das águas chamou mares.

Ap 21.1 – E o mar já não existe.


A Palavra de Deus nos diz que “no princípio” Deus criou os céus e a Terra. Por “princípio” entende-se um período anterior ao da “semana” da criação. É um tempo difícil de computar. Nesse tempo tão longínquo Deus cria a terra, que se torna sem forma e vazia após a rebelião da terça parte dos anjos. Por vazia entende-se que não continha as coisas de forma ordenada como temos hoje. Pois ela não era vazia totalmente, é nos dito que o Espírito pairava sobre as “águas do abismo”.

A água estava presente antes da “semana” da criação. Entre os versículos 1 e 2 de Gn 1 há um período incomputável de tempo, onde instalou-se o caos. É a água um dos elementos mais antigos da natureza. Elemento essencial para toda espécie de vida.

Durante a “semana” da criação Deus faz separação das águas, na terra a água formaria rios e mares, no céu estaria em sua forma de vapor, umedecendo o ar. Não havia precipitação de chuvas, mas a terra era regada com uma neblina (Gn 2.6).

A vida vegetal e animal só aparecem no relato depois que o elemento “água” é devidamente distribuído no planeta.

Em vários momentos a água passaria a ser usada como símbolo de vida e de purificação. No deserto Moisés tiraria água da rocha. Naamã, chefe do exército do rei da Síria, se lavaria sete vezes nas águas do Jordão para purificar-se da lepra. Para entrar no Santuário era preciso que o Sacerdote lavasse os pés com a água da pia. João Batista batizava os arrependidos imergindo-os nas águas do Jordão.

No terceiro dia, Deus criou em duas áreas básicas. A primeira foi a união das águas de uma maneira que a terra apareceu, erguendo-se das águas em ilhas, montanhas, pradarias, grandes massas de solo e penínsulas. Ainda há muita especulação entre os homens para ordenar essa parte da criação. Podemos saber, entretanto, que a única revelação sobre essa ordem é a Bíblia e que, por meio do estudo diligente dela, podemos aprender tudo sobre isso, mas não mais do que Deus propôs. No terceiro dia, Deus criou ainda a vida vegetal, uma das maravilhas mais fascinantes do mundo. Esse reino oscila entre magnificentes árvores gigantes, aquelas que são pequenas e carregadas com frutos suculentos e vidas vegetais microscópicas nas profundezas do mar. Há prados de grama, uma grande variedade de vegetais e alimentos em raízes. Não se trata nem de pensamentos posteriores nem de atos aleatórios, mas para servirem de comida para a criação de Deus no quinto dia. Há uma semente minúscula para o menor pássaro, plantas microscópicas para vidas marinhas tão pequenas que nós apenas agora estamos aprendendo sobre sua existência e há alimento suficiente para o mais imenso dos animais.

O mar é uma longa extensão de água salgada conectada com um oceano. O termo também é usado para grandes lagos salinos que não tem saída natural, como o Mar Cáspio e o Mar da Galiléia. O termo é usado num sentido menos geográfico para designar uma parte do oceano, como mar tropical ou água do mar se referindo às águas oceânicas.

Na linguagem apocalíptica de João, o mar simbolizava separação, pois a ilha de Patmos, onde mantinha-se prisioneiro distava dezenas de milhas da costa da Grécia, tornando-se uma barreira intransponível para qualquer que tentasse desafiá-lo.

Se entendermos “mar” como símbolo de separação, agora que o pecado, seus promotores e suas consequências foram banidas, não haverá separação entre o Deus santo e o seu povo. Dessa forma, fica compreensível a expressão de João no versículo 1º do capítulo 21 do último livro. O que passa a existir é o governo espiritual e eterno de Cristo junto àqueles que lhe foram fiéis até o fim.



Prof. Dr. Gustavo Maders de Oliveira

16 de setembro de 2022


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As 3 viagens missionárias de Paulo

  AS TRÊS VIAGENS MISSIONÁRIAS DO APÓSTOLO PAULO As três viagens missionárias do Apóstolo Paulo são cruciais para entender a disseminação inicial do Cristianismo no mundo greco-romano. Aqui está um resumo das três viagens: Primeira Viagem Missionária (46-49 d.C.) - Atos 13 A primeira viagem missionária de Paulo começou por volta de 46 d.C., pouco após a conversão de Paulo ao cristianismo. Ele partiu de Antioquia da Síria, acompanhado por Barnabé e, mais tarde, por João Marcos. Esta jornada foi uma resposta ao chamado divino para pregar o Evangelho aos gentios. Principais paradas incluíram Chipre, onde pregaram em Salamina e Pafos, e várias cidades na Ásia Menor (atual Turquia), como Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Durante esta viagem, Paulo enfrentou tanto aceitação quanto resistência. Ele enfrentou perseguição e hostilidade, especialmente daqueles que se opunham ao Evangelho. No entanto, muitos gentios e alguns judeus se converteram ao cristianismo, f...

MALDIÇÃO HEREDITÁRIA - Refutação à luz da Bíblia Sagrada

  MALDIÇÃO HEREDITÁRIA Refutação à luz da Bíblia Sagrada A maldição hereditária é a crença de que certos problemas ou eventos negativos podem ser transmitidos de geração em geração dentro de uma família. Essa ideia sugere que as ações ou pecados dos antepassados podem afetar negativamente os descendentes, criando uma espécie de “herança” espiritual ou energética. No contexto religioso, especialmente nalguns grupos evangélicos, acredita-se que essas maldições podem ser quebradas através de orações e rituais específicos. No entanto, há debates teológicos sobre a validade dessa crença, com algumas interpretações bíblicas sugerindo que cada pessoa é responsável pelos seus próprios atos e não deve carregar os pecados dos pais. O texto áureo da crença na maldição hereditária é Êxodo 20:5 : "Não te inclinarás a elas, nem as servirás; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração do...

Pré, Mid ou Pós-Tribulacionismo?

  TEOLOGIA SISTEMÁTICA – ESCATOLOGIA TRIBULACIONISMO O termo “tribulacionismo” refere-se a uma crença ou doutrina dentro do Cristianismo que se concentra no período da tribulação, um tempo de grande sofrimento e provações mencionadas na Bíblia, especialmente no livro do Apocalipse. Existem diferentes interpretações sobre quando ocorrerá esse período em relação ao retorno de Jesus Cristo. I - Pré-tribulacionismo O pré-tribulacionismo é uma doutrina teológica que afirma que a Segunda Vinda de Jesus Cristo (parousia 1 ) ocorrerá em duas fases distintas: primeiro, Ele virá secretamente para arrebatar sua igreja (os cristãos fiéis) da Terra antes de um período de tribulação de sete anos. Este período será um tempo de julgamento e sofrimento para aqueles que não aceitaram a Cristo como seu salvador. As bases bíblicas mais comuns para o pré-tribulacionismo incluem: 1 Tessalonicenses 4:16-17 : Esta passagem descreve a ressurreição dos mortos em Cristo e o ar...