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Necessidade da Proclamação do Evangelho

  NECESSIDADE DA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO Uma Reflexão sobre Romanos 10:13-17 Introdução O texto de Romanos 10:13-17 ocupa um lugar central na teologia paulina, destacando a universalidade da salvação, a natureza da fé e a urgência da pregação do evangelho. O apóstolo Paulo, ao escrever aos romanos, apresenta uma sequência lógica que esclarece a dinâmica da salvação: a invocação de Cristo como Senhor está intrinsecamente ligada à proclamação da Palavra. Este breve artigo busca explorar o significado, os fundamentos teológicos e as implicações práticas deste trecho. A Amplitude do Chamado à Salvação "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10:13). Esse versículo abre a passagem destacando a inclusão universal do plano redentor de Deus. A frase “todo aquele” transcende barreiras culturais, étnicas e sociais, mostrando que a salvação está disponível para todos, independentemente de sua origem. Aqui, Paulo ecoa a mensagem do profeta Joel (Jl 2:32), amp...

Relação Gênesis - Apocalipse - LER MAIS

 

RELAÇÃO GÊNESIS - APOCALIPSE


Existe relação entre o livro de Gênesis e o Apocalipse?

Cerca de 1500 anos separam as datas em que foram escritos: Gênesis em 1400 a.C. - Apocalipse em 96 d.C. Moisés e João jamais se conheceram, viveram em lugares diferentes, em épocas totalmente distintas, com culturas muito desiguais. Como pode então haver relação entre dois livros que foram escritos em circunstâncias tão diferentes? A Bíblia tem inspiração única, o mesmo Espírito que inspirou Moisés no deserto, inspirou João na ilha de Patmos. A última parte do último livro soa como o final da história começada na primeira parte do primeiro livro. Como judeu, é muito provável que o apóstolo João conhecesse o pentateuco (os 5 livros de Moisés) quando Jesus lhe revelou o Apocalipse (Ap 1:1-3; 9-20).


Dos céus e da terra

Gn 1.1 – No princípio criou Deus os céus e a terra.

Ap 21.1 – Vi novo céu e nova terra.


Das águas

Gn 1.10 – Ao ajuntamento das águas chamou mares.

Ap 21.1 – E o mar já não existe.


Das trevas

Gn 1.5 – As trevas chamou noite.

Ap 21.25 – Lá não haverá noite.


Da luz

Gn 1.16 – Deus fez os dois grandes luzeiros.

Ap 21.23 – A cidade não precisa nem de sol nem de lua, pois a glória de Deus a iluminou.


Da morte

Gn 2.17 – No dia em que dela comeres morrerás.

Ap 21.4 – Não haverá mais morte.


Das dores

Gn 3.16 – Multiplicarei sobremodo as tuas dores.

Ap 21.4 – Não haverá mais sofrimento.


Da maldição

Gn 3.17 – Maldita é a terra por tua causa.

Ap 22.3 – Não haverá mais maldição.


Do diabo

Gn 3.1-4 – Satanás aparece como o enganador da humanidade.

Ap 20.10 – Satanás desaparece para sempre.


Da árvore da vida

Gn 3.22-24 – foram afastados da árvore da vida.

Ap 22.2 – Reaparece a árvore da vida.


Da presença de Deus

Gn 3.24 – O homem afastou-se da presença de Deus.

Ap 22.4 – Verão a Sua face.


Da morada eterna

Gn 2.4-10 – A primeira habitação do homem foi um jardim à beira de um rio.

Ap 22.1 – A eterna habitação do homem redimido será ao lado de um rio que corre para sempre do trono de Deus.


Como vimos, a relação Gênesis-Apocalipse fecha o círculo da eternidade. O princípio e o fim de todas as coisas. Mesmo numa linguagem figurada, simbólica, o Apocalipse apresenta uma perfeita sintonia com o Gênesis. Isso só é possível devido a ação do mesmo Espírito, que inspirou os dois autores, com um intervalo de quase quinze séculos.



Porto Belo, 9 de maio de 2023.




Dr. Gustavo Maders de Oliveira

Teólogo Missiologista


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