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Necessidade da Proclamação do Evangelho

  NECESSIDADE DA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO Uma Reflexão sobre Romanos 10:13-17 Introdução O texto de Romanos 10:13-17 ocupa um lugar central na teologia paulina, destacando a universalidade da salvação, a natureza da fé e a urgência da pregação do evangelho. O apóstolo Paulo, ao escrever aos romanos, apresenta uma sequência lógica que esclarece a dinâmica da salvação: a invocação de Cristo como Senhor está intrinsecamente ligada à proclamação da Palavra. Este breve artigo busca explorar o significado, os fundamentos teológicos e as implicações práticas deste trecho. A Amplitude do Chamado à Salvação "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10:13). Esse versículo abre a passagem destacando a inclusão universal do plano redentor de Deus. A frase “todo aquele” transcende barreiras culturais, étnicas e sociais, mostrando que a salvação está disponível para todos, independentemente de sua origem. Aqui, Paulo ecoa a mensagem do profeta Joel (Jl 2:32), amp...

Carta à igreja em Laodiceia

 

CARTA À IGREJA EM LAODICEIA


(Apocalipse 3:14-22)



Esta carta e a da igreja de Sardes são as duas mais duras dentre as sete enviadas às igrejas da Ásia Menor. Primeiramente Cristo se apresenta como o Amém, isto é, imutável em natureza, propósitos e promessas. Ele é também genuíno, como tratado na carta à igreja em Filadélfia, testemunha verdadeira e origem de todo o processo criador (v. 14), sobre a última característica veja Colossenses 1:15-18.

Laodiceia, em grego Λαοδίκεια, na atual Turquia, era muito próspera do ponto de vista comercial. Por situar-se num entroncamento de estradas que cortavam quase toda a Ásia, tornou-se importante centro bancário. Era uma cidade muito rica. Além de terras férteis, o que incrementava o comércio, a indústria têxtil também era muito forte. Devido à sua topografia a água que a ela chegava, por meio das tubulações, vinha morna, sendo imprópria para o consumo imediato.

Antes de continuarmos o estudo, faço a seguinte pergunta: quem está do lado de dentro e quem está do lado de fora de sua igreja? A igreja em Laodiceia deixara Cristo do lado de fora e colocara a indiferença, o orgulho, a vaidade e outros males do lado de dentro. O pior é que deixou Cristo do lado de fora e fechou a porta. Os membros daquela igreja sofriam de cegueira espiritual. Devido à vaidade a igreja não se dera conta da verdadeira situação, suscitando a observação divina: “Não sabes que é um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu (v. 17). Se não houvesse arrependimento verdadeiro, Cristo iria demonstrar todo o seu desprazer (v. 15 e 16), vomitando-a de sua boca, pois lhe causava náuseas. Com base no seu amor incondicional (v. 19). o Senhor dá oportunidade para o arrependimento. Aconselha a igreja a comprar ouro refinado para que entenda a verdadeira riqueza espiritual, vestes brancas para cobrir a nudez espiritual e colírio para capacitá-la a ver as realidades espirituais (v. 18). Ao vencedor seria dado o direito de se assentar com Ele no Seu trono, isto é, compartilhar a vitória eterna de Cristo.


Aplicações para a vida:


O culto se torna “oco” quando Cristo não é lembrado. Mesmo assim Ele está à porta e bate (v. 20). Quando a igreja O deixa entrar, ela passa a se entender como igreja e o culto se torna verdadeiramente culto (não show, ou palestra motivacional). Isso porque quando Cristo está presente há vida e plenitude de comunhão. Adoração em espírito e em verdade.

Não há nada de errado em se construir “mega-templos”, muito confortáveis, com tecnologia de ponta, instrumentos caríssimos, etc. O erro consiste na perda do enfoque missionário, razão de ser da igreja, enfatizando ser “igreja para a igreja”, em vez de ser “igreja para o mundo”, pois, afinal, a igreja existe para anunciar o Evangelho, as “boas novas de Jesus Cristo”, até que Ele venha. Pense nisso!



Porto Belo, 8 de outubro de 2024.



Dr. GUSTAVO MADERS DE OLIVEIRA

Teólogo e Missiólogo

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